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PASSADO COMO FUTURO
Será que a pretensão universalista embutida nos
direitos humanos esconde simplesmente um instrumento
sutil de dominação da cultura européia sobre outras?
Ou será que as religiões universalistas convergem
num núcleo de intuições morais que pode ser
interpretado como o igual respeito por cada um, o
igual respeito pela integridade vulnerável de
qualquer pessoa, pela inter-subjetividade frágil de
qualquer forma de existência? Será que esses ideais
do passado podem servir de modelo para a construção
da sociedade radicalmente democrática do futuro?
Será que por trás das interpretações metafísicas e
religiosas existe um consenso profundo sobre o qual
a comunidade das nações pode apoiar as normas de uma
convivência pacífica?
Eis alguns dos problemas filosóficos dotados de
relevância política imediata, abordados no presente
texto.
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